7 histórias bizarras dos homens que pisaram na Lua

Em 1969, a humanidade pousou na Lua pela primeira vez. Os astronautas eram a elite da elite: atléticos, geniais e um tanto esquisitos.

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(TonyBaggett/iStock)
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Em 20 de julho de 1969, o primeiro módulo lunar com um ser humano dentro aterrissou na Lua. O programa espacial Apollo reuniu a elite da elite da Nasa: só homens no pico do seu vigor físico, de sua agilidade, da sua clareza mental e até de organização pessoal. Mas essas pessoas também tinham suas excentricidades e não eram poucas. Conheça fatos curiosos sobre alguns dos homens mais espaciais que o mundo já viu.

Um pequeno passo para um homem, uma grande gambiarra para a Nasa

(Nasa/Reprodução)

Dificilmente há um momento mais icônico da primeira viagem à lua do que a frase de Neil Armstrong. Mas a história quase não aconteceu desse jeito. O protocolo da Nasa em 1969 era o seguinte: o piloto principal do módulo lunar, Buzz Aldrin, era quem ficava mais próximo da porta e deveria sair primeiro. Justo para a Apollo 11, a Nasa decidiu quebrar o protocolo, mandando Neil descer primeiro.

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Segundo um dos biógrafos de Armstrong, há uma grande chance de ter sido uma escolha deliberada, para garantir que Neil fosse o protagonista desse momento histórico, simplesmente porque ele tinha a cabeça mais no lugar.

Quieto e tímido, supunha-se que Armstrong lidaria melhor com a fama quando voltasse para a Terra (e não faria nada que envergonhasse a agência). Não deu outra: o primeiro homem a pisar na lua se manteve longe das câmeras durante toda a vida. Já Buzz, mais falastrão, abraçou mais a vida de pessoa célebre, mas tendo partes não tão bacanas da sua vida muito expostas ao público, como seu alcoolismo e depressão.

Apesar de não ter sido o primeiro homem a pisar em território lunar, Aldrin costuma dizer, com bastante alegria, que foi o primeiro a fazer uma prece e a urinar na Lua (não necessariamente nesta ordem)

Um cheque e um punhado de madeixas

(Nasa/Reprodução)

Apesar das desventuras de Aldrin, ele ainda se divertiu bastante como celebridade: deu nome para o Buzz Lightyear, de Toy Story, e chegou a gravar um rap com Snoop Dogg aos 79 anos. Já Armstrong ficou com a reputação de arrogante e esnobe. Um dos motivos foi se recusar a autografar toda e qualquer coisa. Neil não tirava foto nem com as crianças mais fofas fascinadas com o espaço.

Mas ele tinha motivos para essa cautela toda. Desde 1969, tudo que Armstrong tocava era vendido por milhares de dólares. Seu barbeiro chegou a vender algumas de suas mechas de cabelo por US$ 3 mil para um colecionador.

Nem a honestidade de Armstrong foi recompensada. Antes de entrar na espaçonave que o levaria para a lua, ele quitou até as dívidas mínimas: deixou um cheque de apenas US$ 10,50 para compensar uma grana que tinha pegado emprestada, que só deveria ser depositado se ele não retornasse vivo.

Deu tudo certo, mas o cheque foi parar em uma casa de leilão 40 anos depois – e foi vendido por mais de US$ 25 mil.

O fotógrafo mais solitário do mundo

(Nasa/Reprodução)

O cara mais normal da missão é também aquele de quem você menos ouviu falar. Michael Collins era o terceiro homem, responsável por ficar na nave em órbita enquanto o módulo lunar descia, tomando conta de tudo. Lá de cima, porém, ele fotografou Neil Armstrong e Buzz Aldrin dentro do módulo lunar, com a Terra ao fundo. Ou seja: na mesma foto, estão todas as pessoas do planeta, com exceção do próprio Collins. Solidão pouca é bobagem.

Apollo 11 foi a primeira, mas não a última viagem à Lua. E mais histórias esquisitas se seguiram.

Apollo 12: O astronauta Alan Bean tinha um plano elaborado para uma selfie na Lua. Ele levou um timer escondido na nave para tirar fotos de si mesmo no satélite e deixar os cientistas da Nasa confusos, sem saber como a foto foi tirada. O problema é que ele perdeu o timer dentro da nave e não conseguiu achá-lo a tempo. Quando voltou para a Terra, decidiu fazer uma releitura do que teria sido a fotografia. Se aposentou da Nasa para continuar fazendo pinturas da missão da Lua. Já na Terra, descobriu que a bolsa do traje espacial estava toda suja de pó lunar e sempre acrescenta um pouquinho dele às suas obras de arte.

Apollo 13: Jim Lovell era o maior veterano da Nasa na época e estava liderando a missão com um baita parceiro, Ken Mattingly. O problema foi que um parceiro da Nasa, Charles Duke, apareceu para trabalhar com uma doença que quase todo mundo já havia contraído ou estava vacinado: rubéola. Todo mundo menos Mattingly. Apenas 48 horas antes da missão, Ken foi arrancado da missão pelos médicos, sob os protestos de Lovell, e substituído pelo novato Jack Swigert. Na Terra, Mattingly nunca chegou a manifestar a rubéola e voltou (junto com Charles Duke) ao espaço para Apollo 16.

Já Swigert acabou salvando a vida de Lovell. Ele era obcecado com organização: uma vez organizou todas as latas de suco de limão em frente das latas de suco de laranja na geladeira, porque L de lemon vem antes de O de orange no alfabeto. Com essa mesma meticulosidade ele estudou os manuais sobre os possíveis defeitos do Módulo de Comando e, quando eles aconteceram, conseguiu trazer todo mundo de volta com segurança.

Apollo 14: O campeão desta lista com certeza é Edgar Mitchell. O sexto homem a andar na Lua foi um grande defensor de que o governo esconde todas as evidências de que aliens existem e que extraterrestres foram responsáveis por prevenir que a Guerra Fria evoluísse até a Terceira Guerra Mundial. Ele também teria sido curado à distância por um curandeiro canadense de um câncer de rim. Para completar, antes de sua estadia na Lua, Mitchell organizou uma Experiência Extra Sensorial. Ou seja: enquanto ele estava lá em cima, tentou transmitir informações para pessoas na Terra usando apenas a o poder da mente.

Apollo 15: James Irwin participou da penúltima missão à Lua. Passou por poucas e boas: descobriu no espaço uma arritmia grave, que surgia quando fazia muito exercício (levar e trazer equipamento na superfície lunar por 23 horas seguidas, por exemplo). Felizmente, o ambiente de 100% de oxigênio do módulo de comando era praticamente uma UTI e o astronauta se recuperou. Mas não sem agradecer: foi o primeiro (e último) a recitar trechos da Bíblia na Lua. Voltando para a Terra, largou a Nasa e criou a Fundação cristã High Flight (Vôo Alto), realizando viagens de evangelização porque “Jesus andando sobre a Terra é mais importante do que o homem andando na Lua”. Com a fundação, Irwin passou o restante da vida fazendo uma série expedições para a Turquia, no Monte Ararate, para tentar encontrar os destroços da Arca de Noé.