Pesquisadores de inteligência artificial prometem não construir robôs assassinos

A possibilidade de surgir uma IA capaz de identificar e matar sem a supervisão humana é real, mas os principais cientistas da área assinaram um termo se comprometendo a não colaborar com isso.

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(Onfokus/iStock)
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Inteligência Artificial assusta muita gente. Não apenas os paranoicos que assistiram Black Mirror e O Exterminador do Futuro, mas também pessoas como Stephen Hawking, que em 2014 afirmou com todas as letras que “o desenvolvimento da IA total poderia significar o fim da raça humana”. Por isso, milhares de cientistas especializados na tecnologia assinaram um compromisso de que não participarão em projetos que desenvolvam robôs que possam identificar e atacar pessoas sem supervisão humana.

A organização que mobilizou os profissionais se chama The Future of Life Institute e anunciou o feito na última Conferência Internacional Conjunta sobre IA, em Estocolmo. Entre os que fizeram a promessa, estão nomes como Demis Hassabis, do Google e Elon Musk, da SpaceX. Ao todo foram 2.400 assinaturas que também pedem aos governos que criem leis para proibir o desenvolvimento de robôs assassinos. Esse é um passo importante, pois mesmo que os pesquisadores não trabalhem com armas autônomas, não é possível controlar o que outros podem fazer com os seus avanços publicados.

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Hoje, um dos maiores financiadores e adeptos da Inteligência Artificial é justamente o exército. No começo do ano, o Google colaborou com o departamento de defesa dos EUA na criação de um drone militar com IA. O projeto foi abandonado por pressão dos próprios funcionários da companhia.