Pilotos da Marinha dos EUA confirmam avistamento de OVNIs

Pilotos experientes da Marinha dos Estados Unidos declararam que, entre 2014 e 2015, avistaram OVNIs durante missões de treinamento na costa leste do país.

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De acordo com os depoimentos, os objetos voadores não identificados pareciam alcançar velocidades hipersônicas em altitudes de até 30 mil pés (cerca de 9.000 metros) sem nenhum meio visível de propulsão. Em seguida, ele fazia paradas repentinas e curvas instantâneas, algo além dos limites físicos de uma tripulação humana.

“Temos helicópteros que podem pairar”, disse o tenente Ryan Graves. “Temos aeronaves que podem voar a 30.000 pés de altitude”. Mas “combine tudo isso em um veículo de algum tipo sem motor a jato, sem pluma de escape”. O tenente é piloto de um F/A-18 Super Hornet e está na marinha há dez anos. Ele relatou seus avistamentos ao Pentágono e no Congresso.

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Graves ainda conta que outro OVNI tinha o formato de um pião e se movia contra o vento. “Essas coisas estariam lá fora o dia todo”, disse Graves. “Manter uma aeronave no ar requer uma quantidade significativa de energia. Com as velocidades que observamos, 12 horas no ar são 11 horas além do que esperávamos”.

No final de 2014, um piloto do Super Hornet quase colidiu com um dos OVNIs, mas o relatório oficial do caso foi arquivado. Em um dos avistamentos gravados em vídeo, o objeto não identificado se aproxima das ondas do oceano enquanto os pilotos questionam o que estão assistindo. “Uau, o que é isso, cara?”, exclama um dos pilotos. “Olhe para ele voando!”. No total, o The New York Times entrevistou seis pilotos, a maioria do porta-aviões USS Theodore Roosevelt.

No Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nenhum dos funcionários sugere que os objetos voadores eram naves extraterrestres, e especialistas enfatizam que explicações terrenas podem geralmente ser encontradas para tais incidentes. Já os pilotos não fizeram nenhum afirmação sobre a proveniência dos objetos.

Tenente Ryan Graves da Marinha dos Estados Unidos (Foto: Tony Luong / The New York Times).

De acordo com o astrofísico sênior do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, Leon Golub, a possibilidade de uma causa extraterrestre “é tão improvável que compete com muitas outras explicações de baixa probabilidade, mas mais mundanas”. Ele acrescentou que “existem muitas outras possibilidades, como erros no código para os sistemas de imagem e exibição, efeitos atmosféricos e reflexões, sobrecarga neurológica de múltiplas entradas durante o voo de alta velocidade”.

No início deste ano, a Marinha mudou as orientações para que os pilotos possam relatar objetos voadores não identificados – ou fenômenos aéreos inexplicáveis, como chamam os militares. De acordo com o porta-voz da Marinha, Joseph Gradisher, a nova orientação é apenas uma atualização das instruções que foram enviadas à frota em 2015 após os incidentes de Roosevelt.

“Houve uma série de relatórios diferentes”, disse ele. “Alguns casos podem ter sido drones comerciais, mas em outros casos não sabemos quem está fazendo isso, não temos dados suficientes para rastrear isso. Portanto, a intenção da mensagem para a frota é fornecer orientações atualizadas sobre os procedimentos de notificação de suspeitas de invasões em nosso espaço aéreo”.

Os avistamentos foram relatados ao pouco conhecido Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais do Pentágono, que analisou os dados do radar, imagens de vídeo e contas fornecidas por oficiais superiores do Roosevelt. O oficial Luis Elizondo, que dirigia o programa até sua renúncia em 2017, classificou os avistamentos como “uma série impressionante de incidentes”.

Apesar de não confirmar que os OVNIs eram extraterrestres, o tenente Danny Accoin, piloto do Super Hornet, disse ao The New York Times: “estamos aqui para fazer um trabalho, com excelência, sem inventar mitos”.

Em março de 2015, o porta-aviões USS Theodore Roosevelt deixou a costa da Flórida e se dirigiu ao Golfo Pérsico como parte da missão liderada pelos Estados Unidos, lutando contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Com a mudança, os mesmos pilotos que estavam interagindo com os estranhos objetos foram direcionados para missões de bombardeio contra o Iraque e a Síria.

Dois dos pilotos que conversaram com o The New York Times compartilharam suas histórias na nova série de documentários do History Channel chamada Unidentified: Inside America’s UFO Investigation.

Para o documentário, Accoin diz que os objetos pareciam estar cientes da presença dos pilotos. “Eles se movimentariam ativamente em torno de nós”.

Ele ainda diz que, quando uma leitura estranha aparece no radar pela primeira vez, é possível interpretá-la como um alarme falso, “mas quando você começa a ter vários sensores lendo exatamente a mesma coisa, e então você o vê num display, isso comprova o avistamento para mim”.