Sinais de rádio foram detectados vindos de uma estrela próxima

Mistério aumenta as especulações sobre a potencial descoberta de vida extraterrestre na estrela anã vermelha conhecida como Ross 128

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Algo incomum foi percebido pela primeira vez em abril e maio de 2017, quando a equipe estudava uma série de estrelas anãs vermelhas pequenas e relativamente frias Foto: reprodução
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Estranhos sinais que chegam de uma estrela a apenas 11 anos luz de distância da Terra foram observados recentemente, informaram cientistas em Porto Rico.

“Caso estejam perguntando, a recorrente hipótese dos extraterrestres está ao final de muitas outras explicações melhores”, disse em um blog Abel Méndez, diretor do Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico em Arecibo.

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Algo incomum foi percebido pela primeira vez em abril e maio de 2017, enquanto a equipe estudava uma série de estrelas anãs vermelhas pequenas e relativamente frias, algumas das quais se sabe que têm planetas ao redor.

“Acreditamos que os sinais não são interferências locais de radiofrequência (RFI), uma vez que são exclusivas de Ross 128, e as observações de outras estrelas feitas um pouco antes e depois não mostraram nada semelhante”, acrescentou.

Ross 128

A Ross 128 não é conhecida por ter planetas, mas “nos demos conta de que havia alguns sinais muito peculiares no espectro dinâmico de 10 minutos que obtivemos” dessa estrela, disse Méndez.

Os sinais foram observados em 13 de maio de 2017 às 00H53 GMT e “consistiam em pulsos quase-periódicos não-polarizados de banda larga com características de dispersão muito fortes”, escreveu.

Rádiotelescópio de Arecibo, que mede 305 metros de largura, localizado em Porto Rico.
Créditos: Observatório de Arecibo / NSF

Há três explicações principais para esses sinais: podem ser emissões similares às erupções solares, podem ser emissões de outro objeto no campo de visão de Ross 128, ou poderiam vir de um satélite de órbita alta, escreveu Méndez.

Mas não é tão fácil entender de fato o que está acontecendo. Cada uma dessas explicações tem seus contraditórios. As emissões de energia solar, por exemplo, geralmente ocorrem em frequências mais baixas, e nunca foi registrado um satélite explodindo que emitisse sinais dessa magnitude.

A equipe responsável por essa descoberta continuará observando a estrela Ross 128, juntamente com a estrela de Barnard, uma anã vermelha localizada a apenas 6 anos-luz da Terra.

Os cientistas não descartam a possibilidade de civilização inteligente. Segundo Seth Shostak, astrônomo senior do Instituo SETI, a hipótese de ETs não deve ser descartada. “A lição histórica é clara: essas coisas aparecem, e você tem que acompanhá-las, porque você nunca sabe qual será um verdadeiro contato, se é que haverá um”, disse ele. “O acompanhamento é obrigatório”.