Sioani: o “Arquivo-X” Brasileiro

O Brasil chegou a ter um órgão oficial de registro e investigação de OVNIs e casos relacionados. Tratava-se do Sioani (Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados).

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O Sioani foi criado na Aeronáutica e ficava sob responsabilidade do 4º Comar (Comando da Aeronáutica na 4ª Zona Aérea), em São Paulo, e funcionou durante apenas três anos, de 1969 a 1972. Apesar do curto período em que esteve ativo, o Sioani investigou diversos casos de OVNIs, com despacho de equipes para os locais das ocorrências.

A agência oficial de investigação de OVNIs no Brasil chegou a produzir dois boletins oficiais, classificados como secretos e produzidos apenas para circulação interna entre os órgãos de inteligência do governo militar durante sua existência. O primeiro, de 1º de março de 1969, estabelecia a criação da espécie de agência e pormenorizava seus objetivos, protocolos e objetivos.

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No segundo, de 2 de agosto de 1969, estão listados cerca de 70 casos envolvendo OVNIs em investigação pelo Sioani. O boletim traz a lista dos casos acompanhados de desenhos livres dos investigadores sobre o possível formato e características dos óvnis presentes na lista.

De maneira pouco clara, o Sioani foi desativado em 1972, pouco depois da troca de comando no 4º Comar. O processo de encerramento do órgão não está documentado no acervo da FAB disponível para consulta no Arquivo Nacional.

Depois do fim do Sioani, todo o seu acervo foi enviado para os arquivos do Comando Aeroespacial da Força Aérea. De acordo com a FAB, depois disso nunca mais houve um departamento específico encarregado de investigar casos e relatos de OVNIs.